Progressive Web Apps – O Futuro do Mobile?

Progressive Web Apps – O Futuro do Mobile?

Quando falamos do mobile, logo de cara pensamos em Aplicativos. O que seria do mundo sem os tão sonhados Apps, não é mesmo? Quando fui ao The Developers Conference (TDC), em Florianópolis no ano passado, uma palestra me intrigou. Como assim, Caveira? Bem, acredito que seja uma questão mais filosófica do que prática, em especial, mas uma das palestras, basicamente falou sobre quanto tempo ainda faremos apps e por mais quanto tempo isso vai ser requerido no mercado. Bem, para a tristeza deste que o escreve, as notícias não foram nada boas. Segundo a apresentação daquela palestra, os mobile apps poderiam começar a decair dentro de alguns anos. Mas por que se tá tão legal e funciona tão bem?! Antes de responder isso, que tal conhecer os Progressive Web Apps?

Algumas questões sempre ficam perpetuando sobre a mente do escritor deste artigo, o qual já o fez perder o sono algumas vezes… A verdade é que, os apps mobile estão se tornando que nem as aplicações Desktop. Trabalhar com plataformas como iOS e Android, é algo bastante ardiloso, se incluir o saudoso Windows Phone também, daí mesmo que vamos precisar de mais recursos, mais gastos e etc. Mas Caveira, os híbridos estão aí meu!

Sabe-se que os híbridos estão aí, eles aceleram o desenvolvimento (é questionável dependendo da situação), mas não resolvem todos os problemas. Quer queira, quer não, publicar um app na App Store não é tarefa fácil… Tudo bem, está mais fácil? Sim, mas ainda sim você depende de alguém que aprove o seu app (no caso da App Store), sendo que também é necessário pagar para a realização deste serviço de publicação.

Tá, mas cadê a filosofia disso tudo? A filosofia é simples, no mundo Desktop, a gente tem Windows, Mac OS, Linux (Milhõõõões de distros – Sr. K.) e etc. A questão é que, fazer uma aplicação para cada Sistema Operacional é trabalhoso, custoso e na maioria das vezes, o usuário também não gosta. Oras, vai dizer que você nunca brigou por que queria baixar algo, porém isto demandava de uns 10 GB e você não tinha espaço no seu smartphone? É aí que entra o ápice da história, os dispositivos móveis atualmente são vendidos com memória por volta de 16GB e uma boa parte ainda é usada para o S.O. sobrando uma pequena parcela que é muito, mas muito disputada entre apps famosos, fotos, vídeos, músicas e o que mais o usuário conseguir fazer de malabarismo.

Sendo assim, pode-se identificar um problema na forma como os usuários administram as aplicações mobile em seus celular. E por que você tá falando isso, Caveira? Isso aqui não era para falar de programação? Calma, meu/minha pequeno(a) Padawan.

A galera da palestra jogou essa realidade e na hora pode não cair a ficha, mas se você observar o seu smartphone, vai ver que ele, provavelmente, vai estar com pouco espaço e com vários aplicativos famosos instalados, o que faz com que você geralmente não consuma ou consuma de maneira temporária, apps menos famosos.

Entendido o problema de falta de espaço e das dificuldades de publicação e pagamentos, mas como solucionar esta e outras questões?! Uma das alternativas é a chamada de Progressive Web Apps, ou somente PWA, para os mais íntimos. Já vou adiantando que o artigo de hoje é para mostrarmos o que o PWA tem a nos oferecer, suas vantagens e desvantagens. A implementação, bem como explicações técnicas, ficarão para o próximo artigo. 🙂

Pois bem, sem mais delongas, os Progressive Web Apps, sugerem uma interpretação mais ou menos assim: você começa utilizando como website e decide “instalar” o app progressivamente, a medida que você é imerso no uso do App. A diferença é que o App não é fisicamente instalado no seu dispositivo, mas sim, apenas uma referência para a página web.

Imagem do site de Developers da Google que resume o funcionamento dos PWA.

Então eu vou continuar com o bom e velho browser, não é mesmo? Não, não, a ideia é, o browser estará por baixo, sim, mas a aplicação como um todo, se comporta como um aplicativo normal, inclusive funcionando offline e podendo acessar os recursos do dispositivo. A ideia é, nunca mostra o downassauro (Aquele dinossauro que aparece quando o Chrome está off para você jogar), pois o usuário continuará visualizando informações que o mesmo já havia baixado anteriormente.

Além da vantagem de poder programar para a web com tecnologias conhecidas, como JavaScript, HTML e CSS, o objetivo do Progressive Web App é literalmente fazer de uma página web, um app. Apesar de grosseiro, em poucas palavras é isto que se deseja fazer.

Para funcionar offline, o aplicativo conta com o Service Worker, que é basicamente um serviço que monitora o uso de internet ou não e disponibiliza os conteúdos ao usuário. Além disso, o usuário não precisa baixar a aplicação, ou seja, quando a galera dos códigos maneiros liberar uma versão, bastará o usuário entrar na aplicação com internet para obter os conteúdos atualizados!

Além disso, os PWA trabalham com o HTTPS, ou seja, é bem seguro! (Pelo menos no momento em que este artigo foi escrito). E para coroar a brincadeira e dizer que tem limitações, é possível dar push notification! (Esta é uma coisa simples, mas que com certeza ajuda bastante, principalmente para aplicações menores a trazerem o usuário de volta, mostrando novas funcionalidades e novas abordagens do app).

Poderia-se passar horas aqui elogiando e falando o quão promissor esta tecnologia é, porém, algumas observações até então devem ser feitas:

É um conceito novo e não há um grande engajamento e adoção por parte de grandes empresas. (Até o momento).

No iOS ainda não é possível definir o ícone para aparecer na Home Screen, vale ressaltar que, apesar de nem todos os recursos estarem disponíveis no iOS, alguns aspectos devem funcionar normalmente, pois dependem do funcionamento apenas do navegador.

Bastante coisa ainda está em testes e aprimoramento, acredita-se que os PWA ficarão mais populares no Android inicialmente.

Apesar de ser algo trabalhoso para publicar, uma boa parte dos usuários confiam nas lojas de aplicativos atuais. Apesar de questionável, uma coisa é fato, para alguns usuários mais preocupados, os PWA poderão ser um impasse para uso, em primeiro momento. Acredito que isto pode mudar com o tempo.

Vale lembrar também que o PWA é um conceito que está crescendo e evoluindo, porém, não custa dar uma estudada e quem sabe se preparar para esse possível futuro.

E você, o que acha deste tipo de tecnologia? Será que este é o futuro do mundo mobile? Ou será que teremos alguma outra técnica/tecnologia dominante? Façam as suas apostas e boa sorte!

O senhor caveira é programador web, mobile, Desktop, amante da Tecnologia e filósofo de boteco.

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